- show de lançamento do segundo disco da paula morelembaum na modern sounds foi muito bacana. a mulher canta muito, e tem um repertório bem bacana. sem contar a banda que a acompanha, responsável por belíssimos arranjos.
- o mundo livre s.a. me deu a impressão de estar completamente sem folego. cansado, fred zero quatro fez um show que começou bacana, mas terminou entediante. a saída do bactéria parece ter abalado as estruturas da banda. espero que não.
- sol, sol, chuva, frio; e agora sol de novo.
- o disco do camelo ainda não desceu redondo. mas parece que com algumas audições ele vai mostrar seu valor. é esquisito, cheio de estilos diferentes do que nós nos acostumamos a escutar dele.
- R.E.M. confirmado no dia 8 de novembro. cacete.
- escutando aqui a nova música do verve. love is noise. chata, hein? ainda bem que não comprei o disco.
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olha só: a repetição é realmente algo muito perigoso. e como é difícil nos livrarmos dela. principalmente em relacionamentos amorosos, que consomem boa parte de nossos pensamentos e vontades.
não, não estou falando de mim. embora não me exclua completamente disto. mas me assusta bastante ver pessoas que já sofreram tanto cometendo os mesmos erros.
gostaria de poder chegar ao lado e falar abertamente sobre isto. sem nenhuma pretensão, apenas uma visão externa e mais distante da vida alheia. mas aprendi que nestes assuntos o melhor é deixar tudo correr. go with the flow, como diria josh homme.
apenas espero estar errado. porque, se estiver certo, pessoas que gosto vão se foder de verde-e-amarelo.
também é o título de uma canção do fabuloso E, ou Mark Oliver Everett. que também tem seu trabalho musical conhecido como Eels.
mas aqui eu estou falando sobre o livro que o cara lançou há um tempo atrás. ainda não li, pra começo de história. mas admiro muito a forma como ele mistura melancolia e doçura nas letras de sua música. e pelas resenhas que vi, o livro segue bem este método de trabalho. vida difícil, o cara perdeu pai e mãe relativamente cedo (o pai sendo um gênio recluso da física e a mãe uma alcoolátra), perdendo ainda a pessoa que mais amava, sua irmã. tudo isto resultou unm dos discos mais sombrios e bacanas da década de 90, Electro-shock blues.
fiquem com um trecho de uma resenha do livro:
"Just living another day," he writes, "has always felt like some kind of success to me." He knows that he was not created in God's image "unless God is a hairy ectomorph with bad posture". Even the title of this book shared with an Eels song is mordant: E is unmarried and childless. "I'm gonna go straight to grandchildren," he tells an interviewer. "With grandchildren, you just see them on the weekend. Then you get the rest of the week to yourself." This book isn't just for devotees. Even those unfamiliar with, or indifferent to, Everett's work will still vicariously enjoy meeting him, and getting sorted for Eels and wit.
depois eu digo se vale realmente a pena lê-lo, ok?